Durante estes dias eles aprendem a ser "Bombeiros de Cristo" em favor dos outros, neste Ano europeu do voluntariado. Se para a maioria dos pascoalinos a experiência é nova, há quatro elementos dos Jovens Missionários da Consolata que repetem a Páscoa Jovem. O grupo de pascoalinos é constituído por jovens dos 16 aos 22 anos e integra três de Alvaiázere.
Nesta experiência de missão há uma equipa constituída por um padre, Albino Brás; uma irmã, Lúcia Tibola; um diácono, João Baptista; e uma Leiga Missionária da Consolata, Sandra Moreira, que orientam as reflexões e os trabalhos que durante a Semana Santa os 'recrutas' realizam. Foi das suas experiências de missão e o seu testemunho que a equipa missionária partilhou numa conversa informal com a comunidade num painel sobre a «missão em movimento», depois da celebração da Última Ceia.
Albino Brás é filho da terra. Depois da experiência de missão no Brasil está há seis anos na animação missionária em Fátima. Agora «está na altura de voltar para a missão», disse aos seus conterrâneos, alguns dos quais tinham participado na sua ordenação. Natural de Alvaiázere, o padre Albino Brás, 44 anos de idade, 14 de sacerdócio, esteve em missão durante oito anos numa paróquia do Rio de Janeiro.
João Baptista, 39 anos, brasileiro, diácon conheceu o padre Albino e os missionários da Consolata numa das favelas do Morro do Telégrafo. Apaixonado pela missão, deixou o seu país natal porque «nem tudo é samba, nem tudo é Carnaval, nem tudo é futebol». Há um ano que se encontra na comunidade do Cacém.
O Brasil é também a terra natal da irmã Lúcia. Já tinha manifestado interesse em entrar na vida religiosa, mas a mãe não havia aprovado, até que um dia, cinco adolescentes comunicaram essa vontade às respectivas famílias. «Se é Deus que te chama, vai», disse-lhe a mãe, nessa altura. Foi. Passado um ano, as colegas voltaram para casa, ela continuou. É Deus que «escolhe quem quer, como quer e não olha às capacidades», defende a missionária da Consolata. Ele «capacita quem quer».
Sandra Moreira é Leiga Missionária da Consolata (LMC)e, apesar de «uma experiência curta» de missão de três semanas na Tanzânia, a sua vida ao serviço da missão é feita na paróquia e apoio na comunidade de Águas Santas dos missionários da Consolata. É «Jesus que impele de chegar ao meu irmão», disse. Os LMC fazem um compromisso laical de serviço à missão. Actualmente, um casal, Rui e Viviana, encontra-se na Colômbia e uma Leiga, Lígia encontra-se na Amazónia, Brasil.