António Marto exortou os fiéis a ultrapassarem as dúvidas, interrogações, tristeza e desilusão que encontram no caminho, tal qual os discípulos de Emaús experimentaram, segundo o Evangelho deste domingo. «Este caminho é o espelho do caminho do homem de hoje, que hoje se sente desorientado, confuso, abatido e amargurado perante o vazio espiritual, moral, cultural, e até político da nossa sociedade», afirmou durante a homilia da Eucaristia de encerramento do Fátima Jovem 2011.
Também muitos cristãos se encontram na mesma situação, tendo perdido a esperança, frisou o prelado. «A própria fé entra em crise por causa de experiências negativas em que nos parece que Deus está ausente». Salientou António Marto, que Deus nunca abandona quem tem fé, mas que é necessário fazer «um caminho de purificação e maturação da nossa fé».
O bispo da diocese de Leiria-Fátima lembrou o exemplo do beato João Paulo II que, «a todo o mundo contagiou com o calor, com o entusiasmo, com a irradiação do testemunho da sua fé corajosa, convicta, sem medo». Na origem da fé está um encontro com a pessoa de Cristo ressuscitado que é sempre «transformador da vida, um encontro que abre um novo horizonte à vida e lhe imprime um rumo decisivo».
No início da semana dedicada às vocações, o prelado defendeu que é importante que cada jovem, cada homem, cada mulher, dê à sua vida «uma vocação, um projecto bom belo e feliz». António Marto expressou o desejo que os três mil jovens, que participaram nesta peregrinação nacional a Fátima, «sob o testemunho luminoso de João Paulo II e da intercessão de Maria» vivam uma « fé robusta», «uma esperança viva e uma caridade ardente, que faça de vós testemunhas alegres, corajosas e convictas e radiantes» do Evangelho.