A sua caminhada começou no seminário em família. Durante três anos foi acompanhado pelos missionários da Consolata, com visitas a casa. Mas, já antes «vinha às festas» da Consolata e uma vez «ouvi uma homilia que começou a mexer», afirmou o diácono Marcos Coelho, no final da vigília missionária.
Entrou no seminário em Águas Santas. «Naquele tempo pensa-se que vai salvar o mundo». E Marcos tinha o ideal missionário do «missionário dos leões». E o jovem lançou-se, «com vontade», nesta arte de ser aprendiz de pescador de homens. Viria a ser acompanhado por muitos dos sacerdotes que se encontravam na vigília de oração, na noite anterior à ordenação.
Completa os estudos secundários e, em 2001, parte para Itália, para o noviciado onde permanece três anos. «Sempre preso por 'ses', parei três anos», contou Marcos. Nas Caves do Vinho do Porto, começou do nada. Leccionou e estudou durante este período de tempo em que esteve de volta à terra natal.
Mas não se sentia feliz. Decide reentrar, o que não faz logo à primeira. As certezas vieram confirmadas: «Quando uma pessoa decide uma coisa, é a melhor coisa da vida». E acrescenta: «Tudo quanto era peso, indecisão, foi-se».
Marcos Coelho volta a entrar no Instituto Missionário da Consolata e passa sete meses no Cacém. Em 2008, faz os primeiros votos (os segundos porque já antes os havia feto, antes de sair). Sempre manifestou vontade de ir para a China, mas a sua ida para a missão ad gentes fez-se para a Coreia do Sul. «O Senhor fez-me estudar coreano três anos», sublinha, assinalando que «os desígnios de Deus são imensos».
Hoje, «estou feliz, realizado», disse Marcos Coelho aos fiéis que participavam na vigília de oração missionária. «Está a chegar um momento muito importante», sublinhou, ao referir-se à ordenação que esta tarde tem lugar na Sé do Porto. Sorridente diz: «Sinto-me livre e realizado e isso é a felicidade».