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Portugal
Dia mundial da população, 11 de Julho
Envelhecimento populacional preocupa
Texto Lucília Oliveira | Foto Lusa | 11/07/2011 | 10:21
Especialistas alertam para a disparidade existente entre a subida da população e a capacidade de resposta da natureza às necessidades cada vez mais exigentes dos cidadãos
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Várias organizações mundiais juntaram-se para tentar desenvolver sete mil milhões de acções e enfrentar os problemas colocados pelo crescimento da população, numa campanha global para melhorar a vida de toda a humanidade. Este ano o mundo deverá ver atingida a fasquia de sete mil milhões de habitantes do planeta terra, mais do dobro dos habitantes de há 50 anos. Um crescimento populacional que levanta preocupações como a sobrevivência das populações e a sobrecarga para os recursos naturais.

 

O envelhecimento da população é uma «ameaça global» que atingirá também os países em vias de desenvolvimento. É um problema de «difícil resolução» devido à ausência de uma aposta no crescimento sustentável, alertam especialistas. A diminuição dos nascimentos e o aumento da esperança de vida nos países mais desenvolvidos resultou na predominância de pessoas com mais idade.

 

A transição demográfica dos países em vias de desenvolvimento «tem sido tão rápida e tem mostrado que efectivamente os níveis de envelhecimento vão ser nos próximos anos de grande preocupação», afirmou a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, citada pela Lusa. Maria Filomena Mendes realça que a camada de população jovem em breve atingirá idades mais avançadas e «a proporção de idosos nessas populações vai aumentar imenso nos próximos anos». Vai esbater-se, rapidamente, a diferença existente no envelhecimento entre países menos industrializados e mais desenvolvidos, adianta a especialista.

 

A solução, a longo prazo, para inverter a situação «seria apostar na natalidade, no crescimento populacional», uma medida que «só teria alguma relevância daqui a alguns anos», explica a especialista em Demografia e Gerontologia. Stela António refere as consequências actuais desta pirâmide de idades, apontando as consequências sociais e económicas. É «difícil porque não se está a apostar no que poderia considerar-se um crescimento sustentável».

 

Mas é preciso – considera Stela António – preparar a sociedade para uma percentagem elevada de idosos. Em Portugal, desde 2000, o número de idosos ultrapassou o número de jovens e actualmente quase metade das pessoas com idade superior a 65 anos têm 75 ou mais anos, segundo dados recolhidos pela Pordata. 

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