“As persistentes violações dos direitos humanos dos povos indígenas por toda a América são alarmantes”, afirmou, em comunicado, a directora da Amnistia Internacional (AI) para as Américas, Susan Lee. Para antecipar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que se assinala a 9 de Agosto, a organização decidiu lançar um apelo aos governos do continente americano para que deixem de dar prioridade aos projectos de desenvolvimento, quando estes implicarem a violação dos direitos dos povos indígenas.
“Nas Américas, os povos indígenas são vistos como um obstáculo no caminho dos interesses comerciais”, criticou a directora da AI. “São ameaçados, perseguidos, vítimas de desalojamentos forçados e mortos, quando o objectivo é explorar os recursos naturais das áreas onde vivem”. Segundo a agência Lusa, Susan Lee lamentou que vários países, nomeadamente Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá e Peru, não tenham “consultado os povos indígenas antes de aprovarem leis que ameaçam os seus meios de subsistência” e “põem em causa” a sua liberdade.
“O desenvolvimento económico não pode depender do sacrifício dos direitos dos povos indígenas”, avisou Susan Lee. A directora da Amnistia Internacional para as Américas lembrou: “Todos os países das Américas subscreveram a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas”.