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Religiosos reflectem sobre desafios da modernidade
Texto Michael Mutinda | Missionário da Consolata em Salvador | Foto DR | 25/08/2011 | 11:18
"É dentro dessa realidade toda da modernidade e pós-modernidade que nos encontramos como religiosos/as, chamados a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos na consagração", afirmou o jesuíta Raimundo Barros
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Não há palavras para descrever a alegria generalizada dos jovens religiosos e religiosas, provenientes das mais diversas realidades de missão da área da Conferência Regional dos Religiosos da Baía e Sergipe (CRB Salvador), no final da segunda etapa de formação para os votos perpétuos. A acção decorreu entre 18 e 21 de Agosto, na casa Betânia de Itapuã, localizada no centro leste da cidade Salvador, Baía. A CRB Salvador tem proporcionado um programa anual de formação para religiosos, em varias etapas, e para os que se preparam para os votos perpétuos, além de outros ramos de formação. A primeira etapa trabalhou sobre a maturação da vida afectiva e celibato consagrado, orientada por Annette Havenne; a segunda etapa, que se concluiu agora, teve como tema os votos diante dos desafios da pós-modernidade, orientada por Raimundo Barros; e a terceira etapa trabalhará sobre a maturação do seguimento de Jesus – mística e profetismo. Será dirigida novamente por Annette Havenne.

Além da sua exposição sobre os desafios da vida religiosa na modernidade, o jesuíta Raimundo Barros falou sobre a necessidade de formar para a fidelidade numa cultura «light». Na sua reflexão levantou aspectos característicos da configuração do mundo neste terceiro milénio e abordou os desafios colocados à vida religiosa, de um modo geral, diante de uma sociedade que valoriza, cada vez mais, a posse em vez da partilha. Este quadro exige uma luta sem tréguas em defesa de uma concepção do mundo pautada pelo paradigma da generosidade e da bondade. Outra reflexão apresentada foi a da identidade do religioso como desafio da vida comunitária, entre outros.

Por último, o jesuíta reflectiu sobre os impactos da realidade sociocultural e religiosa da vida consagrada. Nesta reflexão, abordou os impactos do medo da liberdade e responsabilidade, do contexto neoliberal e mediático, da perda da consciência histórica e ética, da falibilidade das instituições: perda da fonte de garantia, e da confusão entre vocação e profissão. Questionado sobre este último aspecto, Raimundo Barros afirmou que a solução passa por uma compreensão teológica da vocação. O chamamento de Deus dá sentido à profissão. Esta insere-se na vida consagrada como expressão e concretização de uma vocação maior, dom de Deus. Um misto de alegria e saudades de ser religiosos e consagrados, em todos os participantes, mascou a segunda etapa de formação.
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