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Dia mundial das missões, 23 de Outubro
O anúncio do Evangelho é uma responsabilidade de todos
Texto Lucília Oliveira | Foto Lusa | 20/10/2011 | 16:19
Métodos pastorais devem ser «cada vez mais apropriados às novas situações - inclusive àquelas que exigem uma nova evangelização - e animados pelo impulso missionário»
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«Não podemos permanecer tranquilos ao vermos que, depois de dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram a sua mensagem de salvação» defende o Papa na mensagem para o dia mundial das missões. «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21) é a frase que serve de base à reflexão, neste ano europeu do voluntariado.

 

Bento XVI assinala a urgência da tarefa de evangelização numa altura em que «está a aumentar o número daqueles que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, já o esqueceram e abandonaram, já não se reconhecem na Igreja». Muitos ambientes, também em sociedades tradicionalmente cristãs, «são hoje refractários a abrir-se à palavra da fé», adverte o Pontífice.

 

A mudança cultural em curso, fruto da globalização e alimentada por «movimentos de pensamento e pelo relativismo imperante» levam a mentalidade e a um estilo de vida «como se Deus não existisse». Actualmente, exalta-se a «busca do bem-estar, do lucro fácil, da carreira e do sucesso como finalidade da vida, mesmo em detrimento dos valores morais», afirma o Santo Padre.

 

A evangelização é um «processo complexo e compreende vários elementos». Entre eles está a solidariedade. Aliás, no dia das missões é efectuado um peditório em todas as Eucaristias para apoiar as Obras Missionárias Pontifícias e ajudar no cumprimento das tarefas de evangelização nos territórios de missão. Trata-se de apoiar instituições necessárias para estabelecer e consolidar a Igreja mediante os catequistas, os seminários e os sacerdotes; e «também de oferecer a própria contribuição», ou seja, sendo voluntário, refere o Papa.

 

Através da «participação co-responsável na missão da Igreja, o cristão torna-se construtor da comunhão, da paz, da solidariedade que Cristo nos concedeu, e colabora para a realização do plano salvífico de Deus para toda a humanidade», salienta o Pontífice. Os desafios que isso implica chamam os cristãos a «caminhar juntamente com os outros, e a missão faz parte integrante deste caminhar com todos». 

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