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Fátima
Colégio do São Miguel, 50 anos
Joaquim Ventura, o «homem do leme»
Texto Lucília Oliveira | Foto Ana Paula | 30/10/2011 | 09:04
82 anos de vida, 59 anos de sacerdócio (bodas de diamante em 2012), 50 de luta pela escola não estatal e 50 de paixão pela educação, ao serviço no Colégio de São Miguel, fazem de Joaquim Ventura um nome incontornável
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Foi ao microfone, a falar para todos os alunos, que primeiro o detectámos, naquela manhã em que a boa notícia era o facto do São Miguel ter conquistado o primeiro lugar a nível dos distritos de Santarém e Leiria, dos rankings escolares, segundo o jornal Público. Uma comunicação breve para estimular os alunos a prosseguir, lembrando-lhes que a discrepância entre as notas atribuídas pelo colégio e as notas nacionais era mínima.

 

De rankings, da história, do lema desta escola da diocese e do futuro, lembrando o passado, de tudo isso falou à FÁTIMA MISSIONÁRIA, sem nunca chamar a si os louros do trabalho até agora desenvolvido. O colégio de São Miguel está inegavelmente ligado a este homem que, capelão da Base aérea de Monte Real foi chamado a outros voos pelo bispo diocesano, João Pereira Venâncio, em 1962. A temática do voo foi recuperada para tema deste ano, «Asas para voar». No final deste ano lectivo, o director que já havia pedido ao antigo bispo que o deixasse deixar o lugar, espera que à terceira seja de vez. Ou seja, que depois de uma recusa, o actual bispo, António Marto, o deixe aposentar-se.

 

Mas não se pense que ficará quieto. Outros voos se levantam, e a construção do lar intergeracional da Fundação da Arca da Aliança (a que preside), no seu início, merecerá outra atenção. «Um sonho de 13 anos que, pelas dificuldades burocráticas e outras nunca se pôde realizar, senão agora, numa altura de maior crise», lamenta.

 

Joaquim Ventura não recolhe para si os louros do caminho que o colégio diocesano foi trilhando. «O que foi possível fazer-se, não fui eu só», realça, e aponta a existência de «uma equipa de gente aberta, a apostar comigo». Ainda que reconheça que o apelidam de «homem do leme», mas sem a ajuda de todos os coadjutores, «não vai longe a viagem», diz com um sorriso.

 

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