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Ataque foi cometido por membros da milícia islâmica Séléka
Saque a missão entristece reitor do Santuário de Fátima
Texto Juliana Batista | Foto Ana Paula | 02/10/2013 | 17:57
Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, manifestou uma «enorme tristeza» ao tomar conhecimento do saque à missão de Nossa Senhora de Fátima em Bouar, na República Centro Africana
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O saque ocorrido à missão de Nossa Senhora de Fátima em Bouar, no norte da República Centro Africana, é motivo de uma «enorme tristeza» para Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima. Em declarações aos serviços de comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Carlos Cabecinhas mostrou-se solidário com a população e condenou este ataque «não apenas por ser uma missão cuja designação está ligada à devoção a Nossa Senhora de Fátima, mas, e sobretudo, por se tratar de um atentado contra a dignidade daquele grupo de religiosos ao serviço de um povo sofrido e, em última instância, contra a própria população».

O ataque ocorreu no último sábado, 28 de setembro, e foi cometido por membros da milícia islâmica Séléka, que invadiram a missão, armados com metralhadoras, tendo ameaçado e amordaçado um missionário italiano e um diácono natural do país, que foi depois feito refém para possibilitar a fuga dos terroristas. Em consequência do ataque, a missão foi saqueada, tendo os elementos da milícia islâmica roubado dinheiro, computadores, máquina fotográfica e telefones.


Num comunicado enviado à agência Fides, a Congregação do Sagrado Coração de Jesus de Bétharram, a que pertencem os dois religiosos, lança um apelo: «Consumou-se o enésimo ato de prepotência e de saque por parte dos rebeldes Séléka, que atuam fora de qualquer controlo, inclusive por parte das autoridades. É um sinal de degradação da situação, que não vê sinais de mudanças, se não houver uma intervenção rápida e firme por parte da comunidade internacional».

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