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Bagdade, Iraque
No Iraque continua o drama dos refugiados
Texto Darci Vilarinho | Foto Lusa | 18/08/2014 | 16:54
Continua no norte do Iraque o drama dos refugiados em fuga dos islamitas e a carnificina daqueles que caem nas suas mãos. A Igreja caldeia iraquiana apela à ajuda internacional
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Neste fim de semana pelo menos 80 homens yazidis foram assassinados; as mulheres e as crianças foram feitas prisioneiras ou vendidas como escravas nos mercados. As violências causaram até hoje um milhão e duzentos mil evacuados só no Iraque. Entretanto, a Igreja caldeia iraquiana fez um novo apelo à comunidade internacional para que intervenha em ajuda das famílias dos evacuados em fuga de Mossul, da planície de Nínive e de Sinjar.

O enviado especial do Papa Francisco ao Iraque, cardeal Filoni, e o patriarca de Bagdade, Mar Sako, difundiram um comunicado conjunto em três pontos: intervenção imediata para levar ajudas de primeira necessidade, sobretudo água e comida, a libertação dos lugares ocupados e o regresso dos prófugos, e a proteção internacional das aldeias para garantir a paz e a segurança.

Neste fim de semana, Mar Sako e o cardeal foram visitar os líderes políticos curdos e os refugiados cristãos e yasidis nas províncias de Duhok e Erbil. Também o mestre geral da Ordem dos Dominicanos afirmou que a ONU tem de intervir com «urgência» no Iraque, para acabar com a perseguição em curso movida contra as minorias étnicas e religiosas do país.

Numa mensagem publicada no site da Ordem, o padre Bruno Cadoré sublinha que «ninguém» pode ficar «insensível» perante os atentados aos «direitos humanos» e à «dignidade humana» destes grupos indefesos. Entretanto, segundo algumas agências, os peshmerga curdos e as tropas do exército, com o apoio dos ataques dos americanos, teriam reconquistado o grande dique de Mossul, estratégico para reabastecer o norte do país, conquistado pelo califado em sete de agosto. As milícias do estado islâmico, porém, afirmam que essa zona está ainda controlada pelo seu exército.
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