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Dia para a Erradicação da Pobreza
Abismos entre riqueza e miséria causam «instabilidade»
Texto Juliana Batista | 17/10/2014 | 16:34
«Desde o início da crise financeira, as desigualdades aumentaram», recorda o secretário-geral da ONU, destacando que os vastos abismos entre riqueza e miséria, podem «levar à instabilidade»

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é comemorado esta sexta-feira, 17 de outubro. Numa mensagem para assinalar a data, Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), exorta os Estados membros e todos os parceiros a agir de forma decisiva e em conjunto para erradicar a pobreza e construir um futuro sustentável, pacífico, próspero e justo para todos e «não apenas para alguns».

O responsável recorda que «desde o início da crise financeira, as desigualdades aumentaram». A discriminação contra as mulheres e raparigas, por exemplo, continua a ser uma «injustiça flagrante». Para Ki-moon, a pobreza enraizada e o preconceito, e vastos abismos entre riqueza e miséria, podem «levar à instabilidade». «Onde a pobreza impera, as pessoas não progridem. As vidas desfiguradas pela pobreza são cruéis, más e, muitas vezes, curtas», refere, citado pela Rádio ONU.

«Enquanto o mundo prepara a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015 e procura dar resposta à ameaça das alterações climáticas, não devemos perder de vista a nossa obrigação mais fundamental: a erradicação da pobreza em todas as suas formas», alerta o responsável. Para o secretário-geral da ONU é ainda preciso «acabar com a marginalização dos que vivem na pobreza».

Na mesma mensagem, Ki-moon recorda que a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas que vivem na pobreza foi alcançada antes do tempo. Segundo o responsável, «pelo menos 700 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema entre 1990 e 2010».

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