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Sugerida a criação de um tribunal «híbrido»
Violência impune na República Centro-Africana
Texto Francisco Pedro | 11/12/2014 | 16:18
A impunidade dos crimes de guerra está a alimentar a espiral de violência e o medo que fustiga o país, denuncia um relatório da Amnistia Internacional, que critica o fracasso das Nações Unidas na investigação dos delitos
Um relatório da Amnistia Internacional (AI) publicado esta quinta-feira, 11 de dezembro, denuncia a violência e o medo que continuam a alastrar na República Centro-Africana (RCA) e critica o insucesso das Nações Unidas e das autoridades nacionais para investigarem «eficazmente» os crimes de guerra no país.

«A ONU e as autoridades da República Centro-Africana devem atuar com urgência para garantir que todos os alegados autores de crimes de direito internacional, incluindo os crimes de guerra e crimes contra a humanidade, são investigados», afirmou o subdiretor regional da AI, Steve Cockburn, citado pela agência Lusa.
No documento, são detalhados pormenores como alguns líderes, membros dos movimentos rebeldes, de maioria muçulmana, e os «Anti-Balaka» cristãos, continuam a cometer atrocidades e a desafiar a lei.

«Ao não exigirem responsabilidades aos implicados em assassínios de civis, na utilização de crianças soldado e na queima de aldeias, permitem que continuem a andar livremente e a aterrorizar a população sem receio de repercussões», sublinhou Cockburn, sugerindo a criação de um tribunal «híbrido», com juízes nacionais e internacionais, para investigação dos crimes.
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