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Organizações pedem medidas concretas para proteger os civis
Guerra na Síria deixa país em ruínas
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 12/03/2015 | 12:10
Uma nação em ruínas, mais de 210 mil mortos e metade da população deslocada. Este é o balanço de quatro anos de confrontos armados, que começaram com uma contestação pacífica ao regime de Bashar al-Assad
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A três dias de se completarem quatro anos do início da guerra civil na Síria, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) fez o balanço dos efeitos do conflito e concluiu que além dos 210 mil mortos, os confrontos obrigaram metade da população a fugir de casa e deixaram o país em ruínas.

Entre as vítimas mortais, cerca de 30 por cento eram civis, entre elas mais de 10 mil crianças. Desde que começaram os combates, a 15 de março de 2011, 20 mil pessoas desapareceram das prisões e milhares foram feitas reféns por grupos rebeldes. Estima-se que 11,4 milhões de pessoas tenham deixado as suas casas, sendo que quatro milhões procuraram refúgio no estrangeiro.

Em comunicado, duas dezenas de organizações não governamentais criticaram esta quinta-feira, 12 de março, a incapacidade das partes envolvidas no conflito e da comunidade internacional em aplicar as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Aquele organismo pediu medidas para proteger e ajudar os civis, mas «o acesso humanitário tem diminuído, há mais pessoas a morrer e deslocados a precisar de assistência».
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