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Vigília de preparação para a beatificação da irmã Irene
Texto Diamantino Antunes | Foto Diamantino | 23/05/2015 | 13:10
Um grupo de missionários da Consolata dirigiu-se à Paróquia de Gikondi, no Quénia, onde em 31 de outubro de 1930 faleceu a irmã Irene Stefani, para uma vigília de oração
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Nesta antiga missão fundada em 1904 pelos primeiros missionários da Consolata, a irmã Irene trabalhou durante 10 anos dedicando-se totalmente ao serviço de todos na escola, na catequese e sobretudo na visita aos doentes. Foram muitos aqueles que convergiram para este lugar recôndito entre as colinas de Nyeri para participar numa vigília de oração em sua memória. A igreja paroquial foi pequena demais para tanta gente. Muitos ficaram de fora. 

Foi um momento de oração, memória e ação de graças pela vida e obra da beata Irene, chamada pelos kikuyos com o nome de Nyaatha: «mãe misericordiosa». O momento mais emotivos da vigília foi quando quatro anciãos, seus alunos da escola e da catequese, deram o seu testemunho sobre a religiosa. 

Ouviram-se também outros testemunhos. O pároco de Anfo, terra natal da beata, acompanhado por um grupo de paroquianos, alguns familiares de Irene Stefani, falou do envolvimento da Igreja local de Brescia no processo de beatificação. Tomaram também a palavra o postulador da causa, padre Gottardo Pasqualetti, o Superior Geral dos Missionários da Consolata, Stefano Camarlengo, e a Superiora Geral das Missionárias da Consolata, Simona Brambilla.

Por último, tomou a palavra o padre Giuseppe Frizzi, testemunha do milagre da multiplicação da água na igreja paroquial deNipepe alcançado em tempo de guerra. Foi este milagre que, certificando o poder de intercessão da irmã Irene, confirmou a sua santidade e abriu as portas para a beatificação que este sábado, 23 de maio, terá lugar em Nyeri.

Esta importante celebração está a mobilizar a Igreja do Quénia, pois é a primeira beatificação a ter lugar em África, é uma ocasião para estimular esta Igreja local e os missionários e missionárias da Consolata a recolher a herança de Irene, feita de simplicidade evangélica e paixão missionária, de misericórdia, de autenticidade de vida, de capacidade de compreender e tocar o coração do próximo.
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