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Em três meses morreram 120 crianças no Mediterrâneo
Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 02/12/2015 | 16:41
Depois da morte do pequeno Aylan Kurdi, na zona costeira da Turquia, mais de uma centena de crianças já perderam a vida no mar, enquanto tentavam atingir solo europeu, segundo a organização Save the Children
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«O reforço da segurança não pode criar novas restrições ao acolhimento dos refugiados que conseguem chegar à Europa», alertou esta quarta-feira, 2 de dezembro, a organização não governamental Save the Children, revelando que desde que faleceu o pequeno Aylan Kurdi na costa da Turquia, há três meses, mais de 120 crianças morreram no mar Mediterrâneo quando tentavam chegar à Europa.

Os responsáveis da organização estiveram esta semana no terreno e, em poucas horas, viram chegar mais de 50 crianças a Lesbos, na Grécia. «Muitas estavam acompanhadas pelas suas famílias mas outras chegaram sós depois de cruzar, em embarcações muito precárias, os seis quilómetros que separam as costas turcas e gregas», testemunharam, salientando que a maioria das pessoas era proveniente da Síria, Afeganistão e Iraque.

«Os menores chegavam assustados, encharcados em água e com frio. No caos da chegada, muitos terminam separados das suas mães e isso cria-lhes mais ansiedade», ao mesmo tempo que muitas famílias, durante o trajeto, «perdem todos os seus pertencentes e a documentação» contou Michela Ranieri, porta-voz da Save the Children.

A responsável aproveitou ainda para deixar claro que não é verdade quando se diz que «é impossível controlar os refugiados da Síria que chegam à Europa para assegurar que não se trata de terroristas», pois existem os denominados pontos de receção onde são submetidos a um processo rigoroso de identificação. «Estes procedimentos exaustivos permitem identificar os migrantes que precisam de proteção internacional e que podem ser realojados noutros países da União Europeia», esclareceu Ranieri.
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