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«A alegria do amor»
Papa: «Ninguém pode ser condenado para sempre»
Texto F.P. com agência Ecclesia | Foto Lusa | 08/04/2016 | 12:57
Exortação apostólica sobre a família aponta um caminho de «discernimento» pessoal e pastoral para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente. Um caminho que deve ser acompanhado pelos sacerdotes
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A exortação apostólica pós-sinodal, tornada pública esta sexta-feira, 8 de abril, não aborda diretamente a possibilidade do acesso ao sacramento da comunhão pelos divorciados recasados, que é negada pela Igreja Católica, mas aponta um caminho de «discernimento» para os cristãos que se encontrem nesta situação, que deve ser acompanhado e apoiado pelos sacerdotes.

«O discernimento pode reconhecer que, numa situação particular, não há culpa grave», pelo que «ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho», escreve o Pontífice, recordando que há «condicionamentos» e «circunstâncias atenuantes» que podem anular ou diminuir a responsabilidade de uma ação. Ou seja, segundo Francisco, «já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada `irregular´ vivem em estado de pecado mortal».

«Temos de evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diversas situações e é necessário estar atentos ao modo em que as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição», adianta o Papa, salientando a necessidade de «acompanhar», «discernir» e «integrar» estes católicos, numa «lógica da misericórdia pastoral».

Para Francisco, os divorciados que vivem numa nova união «não devem sentir-se excomungados, mas podem viver e amadurecer como membros vivos da Igreja», sem estarem sujeitos a que a sua condição seja catalogada ou encerrada em «afirmações demasiado rígidas. Mais importante do que uma «pastoral dos falhanços», é o esforço de «consolidar os matrimónios e assim evitar as ruturas», sublinha.

Intitulada «A alegria do amor», a exortação apostólica resulta da reflexão feita pelo Papa após a realização de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, que foram antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.
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