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Malawi proíbe atividade a curandeiros estrangeiros
Texto Francisco Pedro | Foto Kas.co Production | 31/05/2016 | 07:02
Decisão do governo visa travar a onda de sequestros, agressões e assassinatos de que têm sido os cidadãos albinos. Nos últimos três anos foram mortas no país 18 pessoas portadoras deste distúrbio congénito
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Os curandeiros estrangeiros estão proibidos de exercer a sua atividade no Malawi, por decisão do governo, que quer travar a crescente vaga de ataques aos cidadãos com albinismo. A medida surge na sequência de mais uma morte, registada a semana passada, data em que foi assassinada mais uma pessoa albina, de 38 anos, no jardim da sua própria casa.

«Os curandeiros estrangeiros devem parar imediatamente de exercer a sua atividade no Malawi. Acabamos de saber que alguns foram banidos na Tanzânia e outros fugiram de Moçambique para o Malawi e estão fomentando ataques contra pessoas com albinismo. Eles devem ser deportados», disse esta semana o conselheiro político-chefe do Presidente malawiano, Hetherwick Ntaba.

A decisão foi acolhida com agrado pelo presidente da Associação dos Curandeiros Tradicionais do Malawi. «Nós, curandeiros tradicionais, simplesmente usamos plantas com nutrientes medicinais para curarmos várias doenças. São curandeiros e feiticeiros estrangeiros que estão perpetrando os assassinatos por causa de sua crença na magia negra», afirmou Frank Manyowa.

Após ter tomado conhecimento que algumas crianças com albinismo desistiram de frequentar a escola como medo de serem sequestradas, o governo comprometeu-se também a enviar estes menores para internatos, onde lhes será garantida proteção e segurança. Calcula-se que existam no país cerca de 10 mil pessoas albinas.
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