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Presidente da Gâmbia manda ONU para «o inferno»
Texto Francisco Pedro | Foto IIDS | 01/06/2016 | 07:02
Yahya Jammeh não gostou que as Nações Unidas e a Amnistia Internacional pedissem a abertura de uma investigação à morte de um opositor ao regime, quando se encontrava detido
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«Ban Ki-moon [secretário-geral das Nações Unidas] e a Amnistia Internacional podem ir para o inferno», afirmou o Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, em reação ao pedido das duas organizações para que se investigasse as circunstâncias da morte de Solo Sandeng, ocorrida quando este elemento da oposição se encontrava detido.

«Quem são eles para exigir isso? Ninguém me diz o que devo fazer no meu país. Onde está o problema? É comum as pessoas morrerem na prisão ou durante os interrogatórios. Agora morreu uma só pessoa e querem uma investigação?», afirmou o governante.

Considerado «o ditador do desenvolvimento», Jammeh sente-se «orgulhoso» por ser chamado «ditador» pelos ocidentais, que diz estarem acostumados a que os líderes africanos só saibam dizer: «Sim, sim». «Quando assumi o cargo, o país era um dos mais pobres do mundo, e já não o é», adiantou.

Yahya Jammeh chegou ao poder em 1994 e foi eleito posteriormente, em 1996. Daí em diante, foi reeleito a cada cinco anos, e já anunciou que vai voltar a candidatar-se às próximas eleições presidenciais, agendadas para dezembro deste ano.
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