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Fátima
Peregrinação de outubro
«Deus atua na fraqueza e obscuridade»
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/10/2016 | 11:14
Pegando no exemplo de Maria, que contrariou as regras para se aproximar de Cristo crucificado, o cardeal Pietro Parolin apelou à coragem dos cristãos para continuarem a construir uma Igreja que anuncia o Evangelho
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«Se quisermos aprender a estar ao pé do crucificado, podemos e devemos olhar para Maria, podemos e devemos acolher Maria como Mãe, isto é, como mulher que educa para a verdadeira opção de fé em Cristo através da partilha da sua experiência de discípula e de crente», afirmou esta quinta-feira, 13 de outubro, em Fátima, o secretário de Estado do Vaticano. 

Na homilia de encerramento da última peregrinação internacional aniversária, antes da vinda do Papa Francisco, o cardeal Pietro Parolin recorreu à narração bíblica em que o apóstolo Paulo fala da coragem de Judite para explicar que esta audácia nasceu «da convicção de que Deus atua `na fraqueza da obscuridade´das contradições mais dolorosas da vida». 

«Certamente podemos ler esta coragem de Judite com as palavras do apóstolo Paulo, quando recorda aos cristãos que `aforça de Deus se manifesta plenamente na fraqueza´. Qual fraqueza? Com certeza, não é a da mesquinhez, do medo e da imoralidade; mas sim a fraqueza que deriva que deriva do amor do próximo. Quando se ama realmente o próximo, tornamo-nos `fracos´, porque já não se aceitam as regras, as ideias e os comportamentos dos `fortes´que se amam apenas a si mesmos», disse o purpurado. 

Foi também este exemplo que deu Maria, segundo Pietro Parolin, ao aproximar-se do filho crucificado, apesar das normas da época o impedirem. «Ao pé do crucificado, Maria é mulher corajosa, porque recusa submeter-se às regras dos `fortes´e dos `poderosos´. Naquele tempo, os parentes e conhecidos dos condenados à crucificação não podiam aproximar-se destes últimos. Mas, corajosamente, Maria quebra esta regra», sublinhou o cardeal. 

No final, Pietro Parolin pediu aos milhares de peregrinos reunidos no Santuário de Fátima que se deixem inspirar por esta liturgia e se transformem em «construtores pacientes de uma Igreja que anuncia o Evangelho não obstante as contradições e os lados obscuros da vida».
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