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Domingo a Domingo
Comentário ao Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma - 5 de março
O Senhor é bondoso e cheio de misericórdia
Texto Comentário | Aventino Oliveira | 04/03/2017 | 17:23
É verdade que vivemos em tempos difíceis. Mas o Senhor é bondoso e cheio de misericórdia, e os seus braços estão sempre abertos para nos receber com todo o amor
Quantas vezes ouvimos falar da situação económica do nosso país, dos escândalos dos `offshores´, do comportamento de certos bancos, de empresas em falência, de tanta gente que poucos meios tem para viver e dar vida e educação aos próprios filhos; de idosos que recebem reformas miseráveis que os leva a viver numa penúria e numa solidão perigosa para a sua existência; e de tantas injustiças cometidas contra os mais fracos e com menos poder de defesa por esse mundo além. Muitas sugestões de como resolver tais problemas, e a cepa torta a não se endireitar muito. E, naturalmente, estes problemas são causados pela perda de valores dentro de certas camadas da nossa sociedade. Dizia o historiador romano Tito Lívio da sociedade de Roma dos seus tempos (59 a.C—17 d.C.): «Já não suportamos nem os nossos vícios, nem as curas que deles nos podiam libertar». E agora, pelos ditos, mais uma corrida frenética ao aumento da produção de armas que têm o poder de destruir a humanidade inteira num abrir e fechar de olhos. Tudo isto, e muito mais, é causa de reflexão para o cristão que conhece as leis fundamentais que Deus deu à humanidade para uma coexistência justa na terra. 

Que nos diz a Palavra de Deus neste primeiro domingo de Quaresma do ano Centenário das Aparições da Virgem Maria em Fátima? Logo na primeira leitura vemos o que aconteceu a Adão e Eva quando não respeitaram as leis que lhes deu o Senhor Deus. Foram expulsos do paraíso terrestre. Mas imediatamente, na sua misericórdia infinita, Deus promete resolver o problema, afirmando: «A descendência da mulher esmagará a cabeça da serpente» maligna, o demónio - o que o seu Filho, o Messias, veio fazer à terra. 

É verdade que vivemos em tempos difíceis. Mas o Senhor é bondoso e cheio de misericórdia, e os seus braços estão sempre abertos para nos receber com todo o amor. Quantas vezes Ele nos repetiu o seu interesse e carinho por nós no Livro da sua Palavra. Em Oseias 11,1, diz Deus a Israel, quer dizer ao seu povo de hoje e a cada um de nós: «Ainda Israel era pequenino, e já eu o amava; e do Egito o chamei para a terra e a vida que lhe prometi». Estas palavras, Deus di-las ao seu povo de hoje e a cada um de nós: «Quando eras pequenino, afinal quando eras, como agora, a menina dos meus olhos, do Egito, quer dizer, do nada, do avariado, das águas turvas te eu chamei, para te colocar no lugar da prosperidade do meu Bem-Querer. E fiz-te crescer, em beleza, em inteligência e em amor…» Não te esqueças, porque esquecer é quase como morrer! E Ele insiste: «Fui eu que te ensinei a caminhar!» Quer dizer: «Caminha, avança, renova muito a tua vontade de acreditar na minha presença divina em ti, no meu amor por ti» (Oseias 11,3). Porque «tu és precioso aos meus olhos, e por isso te estimo… e te amo!» (Isaías 43,4).
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