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Fátima
Centenário das Aparições
Azinheira de Fátima classificada como de «interesse público»
Texto J.B. | Foto SNSRF | 09/05/2017 | 12:18
No recinto do santuário está uma das 453 árvores de «interesse público» existentes em Portugal. Apesar de não ser a árvore onde os pastorinhos dizem ter visto Nossa Senhora, o exemplar é «testemunha» do fenómeno ocorrido há 100 anos naquele lugar
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A azinheira do recinto de oração do Santuário de Fátima, situada a escassos metros do local onde os pastorinhos disseram ter visto Nossa Senhora, trata-se de um «Quercus ilex ssp rotundifolia» e é uma das 453 árvores de «interesse público» que existem em solo nacional. Na sua «ficha de inscrição» como árvore de «interesse público», a azinheira é apresentada como um exemplar com um «grande simbolismo e devoção».

De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a árvore «está tradicionalmente associada às aparições de Nossa Senhora de Fátima» e surge «citada em muitos documentos primitivos referentes às aparições com o nome de `azinheira grande´».

No entanto, os responsáveis do ICNF, citados pela agência Lusa, assinalam que a azinheira «não se considera árvore sagrada», porque não foi, «em si mesma, lugar de aparições», apesar de ter «o valor de testemunha das aparições de 1917». A azinheira em que os pastorinhos afirmaram ter visto Nossa Senhora desapareceu porque os peregrinos a foram levando aos poucos. No seu lugar encontra-se atualmente a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

A terminologia «interesse público» é atribuída a «árvores que, pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares». A nomenclatura também pode ser concedida por «motivos históricos ou culturais». Uma árvore identificada como «interesse público» detém uma zona de proteção de 50 metros de raio, a partir da sua base, não pode ser cortada ou desramada sem autorização do ICNF, e todos os trabalhos na sua envolvência devem decorrer com orientação técnica do organismo.

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