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Sudão do Sul proíbe entrada a jornalistas estrangeiros
Texto F.P. | Foto Engin Akyurt | 11/06/2017 | 15:47
Autoridade que regula a comunicação social no país anunciou ter interditado a entrada a duas dezenas de jornalistas estrangeiros, alegando que os profissionais transmitiam informações falsas
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O argumento de que os jornalistas publicaram «histórias sem fundamento e irrealistas, que podem incitar à violência e ódio», serviu de base à decisão da autoridade que regula a comunicação social no Sudão do Sul para impedir a entrada ou o exercício da profissão a 20 jornalistas estrangeiros.

«As matérias que têm a ver com discursos de ódio e incitamento à violência e desinformação não são aceites no contexto da nossa lei. É preciso respeitar o país, não se pode simplesmente descrever o país como louco», justificou o presidente daquele organismo, Elijah Alier.

A decisão, no entanto, já foi criticada pela Associação para o Desenvolvimento dos Media no Sudão do Sul. «A lei da Autoridade Reguladora da Comunicação Social não dá a este órgão poder para negar vistos a jornalistas por eles escreverem artigos críticos ao governo. O presidente garantiu-nos que todas as pessoas que vierem ao país, particularmente jornalistas, terão toda a liberdade de movimentos», reagiu o presidente da associação, Alfred Taban.

O Sudão do Sul enfrenta uma guerra civil desde 2013 e é um dos países mais perigosos para os profissionais da comunicação social. Muitos deles foram mortos e outros foram atacados quando trabalhavam.
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