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A Missão Conta
Missão de Miruru, Moçambique
Uma celebração depois de décadas de abandono
Texto Diamantino Antunes | Foto Carlo Biella | 07/07/2017 | 10:20
Para quem não conhece a realidade dos distritos da Marávia e Zumbo, na diocese moçambicana de Tete, não se apercebe quanto é difícil chegar até à antiga missão de São Pedro Claver de Miruru
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Situada na parte mais ocidental de Moçambique, a poucos quilómetros da fronteira da Zâmbia, a missão de São Pedro Claver de Miruru foi fundada no final do século XIX e há décadas que está abandonada.

Os missionários da Consolata, a partir de Fingoè, retomaram as visitas pastorais na região de Miruru. Percorrem quase 300 quilómetros para lá chegar. Embora hoje seja muito mais rápido e cómodo, é sempre uma aventura percorrer estes caminhos por entre montes e vales, atravessando florestas, rios, pântanos e areais.

Recentemente, os padres Carlo Biella e Franco Gioda, visitaram a missão de Miruru e as comunidades vizinhas para celebrar os sacramentos - Eucaristia, batismos e casamentos - e encontrar as comunidades e os catequistas para momentos de formação e programação.

O momento alto da visita foi a celebração da Missa no interior da imponente igreja de Miruru. Dos edifícios da missão, todos em ruínas, a igreja em estilo gótico, da qual só restaram os sólidos muros, é o único edifício que ficou de pé. Há décadas que não se realizava uma celebração litúrgica no seu interior. A mosca tsé-tsé e em seguida a guerra, afastara a população e os missionários em 1966. A natureza, a guerra, o vandalismo contribuíram para a destruição deste importante monumento histórico.

Nestes últimos anos a população tem regressado às terras de Miruru. Junto das ruínas da igreja de tijolos, surgiu a igreja viva constituída de fiéis. Desbravaram o mato que circundava o templo, limparam o seu interior e tudo prepararam para a chegada dos missionários. No interior da igreja, que noutros tempos foi lugar de culto litúrgico solene e concorrido, a comunidade local, cerca de 150 católicos, participaram na Missa. A celebração foi enriquecida com a celebração de trinta batismos, seguida pela procissão eucarística fora da igreja.
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