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Voluntariado
«Uma esperança para o caminho missionário»
Texto Bernard Obiero | Foto DR | 22/07/2017 | 11:10
Jovens portugueses preparam-se para ir fazer experiências diferentes, trabalhando com os missionários da Consolata em África
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Neste verão, 34 jovens vão fazer uma experiência de missão e voluntariado com os missionários da Consolata em Moçambique e no Uganda. A preparação destes jovens para a missão começou em outubro do ano passado, com formação em várias dimensões: humana, espiritual e missionária. Para além da formação, os voluntários envolveram-se em atividades de angariação de fundos, para realizarem alguns projetos nas missões.

No ano de 2011, o governo português lançou um Plano Nacional de Voluntariado para os anos 2013-2015 identificando o voluntariado como uma prioridade. Este plano implementou medidas que valorizaram o voluntariado como algo essencial para uma cidadania mais ativa e solidária. Ainda hoje podemos ver muitos frutos desta iniciativa. Os jovens que irão para as nossas missões têm feito algumas atividades de voluntariado aqui em Portugal, com os sem-abrigo e na casa de saúde dos irmãos de São João de Deus, no Telhal, em Lisboa.

O voluntariado nasce de uma vontade de fazer o bem, de oferecermos o nosso tempo e talentos aos outros gratuitamente. Estes jovens que estão de partida têm várias motivações para irem para África, mas todos com um só objetivo: ajudar o outro.

«A missão surgiu como uma oportunidade para me desafiar e para dar mais de mim aos outros. Penso que será importante para alargar horizontes, conhecer um novo mundo e diferentes formas de viver», refere Diana David, que se prepara para ir para o Uganda, com o grupo de Lisboa.

Rafael Castro, que partirá com o grupo de Nova Mambone, Moçambique, espera que esta experiência o ajude a crescer enquanto pessoa e o prepare para o futuro. «Pretendo consciencializar-me de que há um outro ´mundo´ para além daquele a que estamos acostumados, e que é meu dever dar muito mais valor a tudo aquilo que me rodeia e que, por vezes, tomo como insignificante», acrescentou o jovem portuense.

Todos partem no final de julho e início de agosto, e serão divididos em quatro grupos: o Projeto Children of U – Uganda é composto por 13 jovens, acompanhados pelo Padre Thomas Mushi, e irá para a periferia de Kampala (Kiwanga), no Uganda. O projeto consiste na reabilitação do orfanato das irmãs da Caridade, a pedido dos missionários da Consolata no Uganda. O orfanato «Daughters of Charity Home», onde os voluntários vão trabalhar, acolhe mais de meia centena de crianças portadoras de deficiências.

O projeto «Tembea Uone», também no Uganda, é composto por nove jovens, que irão para a missão de Kapeeka – Kampala, com o objetivo de fazer uma experiência de missão com as comunidades locais, auxiliando na reabilitação dos espaços na paróquia da Consolata, no trabalho no centro de saúde, na educação e no trabalho com os jovens e crianças.

Os grupos de Nova Mambone e Massangulo, Moçambique, são constituídos por 12 jovens, seis em cada missão. As duas comunidades são pouco desenvolvidas e as crianças precisam de apoio. Portanto, os voluntários vão ajudar na área da educação e da promoção humana, colaborando na reabilitação das escolinhas das missões, na compra de materiais escolares e na contribuição para a alimentação das crianças. «Ficámos contentes com o número de jovens voluntários, razão de esperança para o caminho missionário da Igreja em Portugal. Agradecemos a todos os que têm contribuído para esta boa causa», disse o padre Thomas Mushi.
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