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Poço leva água a aldeia isolada
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 24/07/2017 | 08:41
População recolhia água das lagoas formadas pelas chuvas, o que fazia aumentar os riscos de doenças. Gestão comunitária do novo ponto de água fica a cargo do chefe dos catequistas
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Um investimento de pouco mais de 2.000 euros devolveu a alegria e vai contribuir para melhorar a qualidade de vida das cerca de 100 famílias que vivem na vila de Guilamba, no município moçambicano de Jangamo. A comunidade juntou-se aos missionários da Consolata que trabalham na missão de Santa Isabel do Guiúa, diocese de Inhambane, e, com a ajuda de doadores externos, conseguiu concretizar um sonho antigo: construir um poço para recolha de água potável.

Localizada a 480 quilómetros de Maputo, capital do país, a aldeia alberga dois grupos étnicos – os vatshawa e os vatonga –, que coabitam em harmonia, apesar das diferentes línguas, costumes e tradições. O solo é arenoso e seco, pelo que a atividade predominante na região é a agricultura de subsistência, dominada pela produção de coco, amendoim, feijão, milho e mandioca. Sem grandes perspetivas de futuro, a maioria dos homens emigra para a África do Sul, ou para as grandes cidades, em busca de melhores oportunidades, deixando às mulheres o encargo da economia familiar.

Um dos grandes problemas sentidos pela população era a falta de água limpa e confiável. Para colmatar esta lacuna, que expunha os habitantes ao risco de doenças devido ao consumo de água recolhida em lagoas formadas pelas chuvas, os missionários ajudaram a comunidade a elaborar um projeto para a construção de um poço, com 20 metros de profundidade. Depois de angariada a verba necessária (2.275 euros, sendo que os 457 euros que faltavam foram assegurados pelos missionários), foi preciso esperar pela disponibilidade de um técnico especializado, que realizou o trabalho de forma rápida e a custos controlados.

Agora, «a água está disponível para a população local, que saudou a chegada deste recurso com grande satisfação», testemunhou o padre Sandro Faedi, coordenador do projeto, acrescentando que a comunidade concordou em confiar a gestão comunitária do reservatório ao chefe dos catequistas.
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