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Refugiados disputam Campeonato Mundial de Atletismo
Texto Juliana Batista | Foto Lusa | 10/08/2017 | 17:10
Atletas têm a consciência de que a sua participação dá «muita esperança» aos refugiados e restante população. Os desportistas treinaram no Quénia, mas alguns tiveram escassos meses para se preparem para as provas
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Cinco atletas refugiados estão a participar no Campeonato Mundial de Atletismo, que está a decorrer em Londres, no Reino Unido. Anjelina Lohalith já disputou a prova dos 1.500 metros rasos e Ahmed Bashir Farah também já correu na prova dos 800 metros rasos. Dominic Lobalu, Rose Lokonyen e Kadar Omar ainda aguardam outras competições ao longo desta semana.

 

Embora dececionados por não terem passado à fase seguinte, Anjelina e Ahmed vão continuar empenhados no mundo desportivo. «Não devo desistir. Quero continuar a treinar ainda mais e acredito que serei como os outros atletas», disse Anjelina Lohalith. Apesar de desejarem avançar na competição, os cinco têm a consciência de que não estão a competir apenas para eles. «Disputo em nome de todos os refugiados do mundo. Há muitas pessoas a apoiar-me e a ver-me competir, e eu dou-lhes muita esperança», acrescentou Anjelina, no final da prova, citada pelos serviços de comunicação das Nações Unidas.

 

Alguns elementos da equipa constituída para disputar o campeonato estão a treinar há três anos, mas outros tiveram apenas alguns meses de treino, como é o caso de Ahmed. Os cinco vivem e treinam com outros atletas refugiados no Quénia, em instalações e residências financiadas pela Tegla Loroupe Peace Foundation, contando com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 iniciou na última sexta-feira, 4 de agosto, e prolonga-se até domingo, dia 13.

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