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Fátima
Peregrinação de agosto
Afastamento de Deus «é uma ilusão dramática»
Texto F.P. | 13/08/2017 | 11:27
Exemplo dos pastorinhos usado para alertar os cristãos que se isolam socialmente e se afastam de Cristo, tornando-se incapazes de manter verdadeiras relações de amizade, de sinceridade e de amor
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A perseguição aos cristãos em todo o mundo, o afastamento de Deus e a incapacidade de, por vezes, entrar em silêncio para descobrir «a riqueza da oração e da fé», dominaram a homilia da missa deste domingo, 13 de agosto, presidida por Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, no Santuário de Fátima. 

«A primeira leitura que escutámos conta-nos a experiência do profeta Elias. E de um homem que foge porque tem medo. Querem matá-lo, porque tem fé em Deus. Esta é hoje também a experiência de tantos nossos irmãos e irmãs, forçados a fugir apenas porque carregam consigo o nome de cristãos», afirmou o arcebispo, perante os milhares de peregrinos que se deslocaram à Cova da Iria para participar na peregrinação internacional aniversária de agosto, também conhecida pela peregrinação do Migrante e do Refugiado. 

Recordando a experiência dos pastorinhos, sobretudo nos dias em que estiveram detidos pelo administrador do concelho de Ourém, Fisichella lembrou que tal como as três crianças tiveram a coragem de enfrentar os incrédulos, também os cristãos devem acreditar e manter-se juntos de Deus. 

«Quantas vezes vivemos a experiência do pecado, do afastamento de Deus e do seu amor. Talvez até nos sintamos livres e contentes, mas é uma ilusão dramática. Afundamo-nos cada vez mais, longe de nós mesmos e incapazes de manter verdadeiras relações de amizade, de sinceridade e de amor. Cristo agarra-nos e, segurando-nos bem próximos de Si, não nos impede de sermos livres, não nos faz mal, mas dá-nos a possibilidade de descobrir a verdadeira liberdade e abre diante de nós horizontes de paz e de alegria, tão desejados e nunca alcançados, porque sem Ele não podemos fazer nada», sublinhou o arcebispo. 

Na mensagem aos fiéis, Rino Fisichella apelou ainda à experiência do silêncio genuíno, como ferramenta para a descoberta e reforço da fé. «Se desejamos descobrir a riqueza da oração e da fé precisamos do silêncio, o verdadeiro e genuíno silêncio, aquele que abre o coração para a escuta da voz de Deus que fala».
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