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Moçambique
Missionário da Consolata recordado por católicos e muçulmanos
Texto Diamantino Antunes | Foto DR | 18/08/2017 | 09:09
Entre a população local, o sacerdote era conhecido como «Bwana Cilimba», que significa «homem forte de coração e que aguenta com tudo»
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Foram muitos os que prestaram homenagem ao padre Pedro Calandri, pioneiro da Evangelização católica do Niassa, por ocasião do 50.º aniversário da sua morte. Na noite do último sábado, 12 de agosto, realizou-se uma vigília em sua memória no Santuário de Massangulo. Além da oração, escutaram-se testemunhos daqueles que o conheceram e assistiu-se a uma projeção de fotos históricas sobre o início da missão de Massangulo e a vida do sacerdote.

 

Foi apresentada a biografia do missionário, seguindo-se os testemunhos de alguns antigos alunos da missão que foram educados e ajudados pelo padre Calandri e que evidenciaram as suas qualidades de pai e educador, capaz de integrar a todos nos trabalhos, formando-os para que pudessem ser autónomos e ousassem sonhar uma vida diferente. Todos unânimes afirmaram: «Somos o que somos hoje, graças ao amor com que o padre Calandri nos educou e formou». Por esta ocasião, foi inaugurada uma exposição permanente no Santuário de Massangulo, que documenta a vida e obra missionária do missionário.

 

No dia seguinte, 13 de agosto, com a igreja-santuário cheia, Atanásio Canira, bispo de Lichinga, celebrou a Missa solene em memória do sacerdote. Na homilia, o bispo recordou a vida e missão do missionário e relevou a importância do santuário diocesano de Massangulo como coração espiritual da diocese de Lichinga. No final da Eucaristia, o administrador do distrito de Ngaúma-Massangulo, Augusto Bonomar Assique, em nome do governo e em seu nome pessoal, uma vez que também foi aluno da missão de Massangulo, agradeceu a ação e obra do padre Calandri e da Igreja Católica.

 

Em Massangulo e no Niassa a memória do padre Calandri continua presente. Entre os Ayao, população local, ganhou em vida um nome: «Bwana Cilimba» que significa «homem forte de coração e que aguenta com tudo». É esse, porventura, o título mais ajustado para este grande missionário da Consolata, cuja memória é viva e fecunda no Niassa.

 

O padre Pedro Calandri, primeiro missionário da Consolata em Moçambique e o pioneiro da Evangelização católica do Niassa, faleceu a 12 de agosto de 1967, com 74 anos de idade, e viveu uma longa vida missionária, dedicada quase inteiramente ao serviço da Evangelização do povo Ayao e à educação da juventude. O seu corpo está sepultado na capela lateral do santuário da Consolata de Massangulo e é lugar de peregrinação e oração.

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