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Jovens sofrem abusos «terríveis» na rota do Mediterrâneo
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/09/2017 | 12:25
Testemunhos recolhidos por agências das Nações Unidas revelam experiências diretas de abuso, exploração e práticas que podem representar tráfico humano, na travessia pelo Mediterrâneo
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Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM), baseado em mais de 20 mil entrevistas a migrantes e refugiados, revela que 77 por cento das crianças e jovens que tentam chegar à Europa pela rota do Mediterrâneo Central enfrentam «abusos de direitos humanos em níveis terríveis».

Segundo os investigadores, embora todos os migrantes e refugiados corram riscos elevados, são as crianças e jovens em movimento as que têm maior probabilidade de vivenciar situações de abusos e de exploração.

Um dos jovens entrevistado, de 16 anos, natural da Gâmbia, disse ter sido forçado a fazer trabalho manual pesado quando chegou à Líbia, para onde viajou sozinho. Ele e os restantes jovens eram tratados «como escravos» e, no fim de um dia de trabalho, eram trancados. «Se tentássemos correr, os traficantes disparavam; se parássemos de trabalhar, éramos agredidos», desabafou o adolescente.

No relatório, os responsáveis das agências da ONU pedem à Europa que crie corredores «seguros e regulares» para a migração e aos países de origem, trânsito e destino, que fortaleçam os mecanismos de proteção e acolhimento de menores. É ainda pedido mais empenho no combate ao tráfico, xenofobia, racismo e discriminação contra os migrantes e refugiados.
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