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Consolata
Missionárias assinalam 90 anos de presença em Moçambique
Texto Diamantino Antunes | Foto Carlo Biella | 27/09/2017 | 10:25
Um delegação de religiosas percorreu o caminho que fizeram as primeiras missionárias, em peregrinação. Nas celebrações religiosas rezou-se pelas vocações
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As Missionárias da Consolata estão a celebrar 90 anos de presença em Moçambique. O primeiro grupo de religiosas desembarcou no Porto da Beira, no dia 17 de agosto de 1927, tendo sido recebidas pelo padre Vittorio Sandrone, missionário da Consolata. O destino era a Missão de São Pedro Claver de Miruru, situada no vale do Zambeze, a escassos quilómetros de Zumbo, na província de Tete, onde, havia dois anos, trabalhavam os missionários da Consolata.

Depois de alguns dias de descanso, as sete pioneiras retomaram a viagem na companhia do padre Sandrone, Superior de Miruru. De comboio chegaram a Salisbúria, no atual Zimbabwé. Em caravana, a pé, percorreram a distância até à Missão de Miruru no meio de dificuldades e privações, onde chegaram no dia 20 de setembro de 1927.

Para recordar esta data, uma delegação de missionárias - as irmãs Janete Paiva e Júlia Muya e duas postulantes - percorreu os últimos passos das primeiras missionárias da Consolata a caminho de Miruru. De 14 a 18 de setembro, acompanhadas pelos missionários de Fingoè, fizeram uma peregrinação até ao Zumbo, passando por Fingoè. Na vila do Zumbo, onde a irmã Benedetta Mattio e companheiras chegaram no dia 16 de setembro de 1927, depois de uma cansativa e penosa viagem a pé atravessando o atual Zimbabwe.

No Porto de Zumbo, na margem esquerda do rio Zambeze, subiram o rio Luangwa no barco «Santíssima Consolata» até à missão de Miruru. Noventa anos depois, com os cristãos de Zumbo, missionárias e missionários da Consolata, percorreram em peregrinação a pé junto das margens do Luangwa até à aldeia homónima onde está a surgir o Santuário da Consolata. Centenas de católicos, alguns provenientes da vizinha Zâmbia, caminharam com os missionários, seguindo a imagem da Consolata.

Foi celebrada a Missa no local e evocada a gesta missionária. As irmãs tiveram a oportunidade de falar da sua congregação e do seu carisma. No dia seguinte, foi celebrada Missa solene em Zumbo com grande afluência de povo. Novamente aqui foi evocada a chegada das primeiras missionárias da Consolata e rezou-se para que, como os missionários voltaram à missão das origens, também as missionárias, apesar da escassez de vocações, possam vir trabalhar para terras de Miruru e Zumbo. Aqui a missão é de fronteira e genuinamente «ad gentes».
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