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O «pesadelo» humanitário dos rohingya
Texto F.P. | Foto FCO | 29/09/2017 | 17:36
Situação da minoria muçulmana, que se refugiou no Bangladesh, transformou-se numa das emergências de refugiados que mais rápido se agravou, alerta o secretário-geral das Nações Unidas
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A minoria rohingya que fugiu da violência em Myanmar está a sofrer um «pesadelo humanitário e de direitos humanos» que é necessário travar, afirma o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que exige ao governo o fim das operações militares no estado de Rakine e a reabertura do acesso humanitário a esta região.

«A situação converteu-se numa das emergências de refugiados que mais rápido se agravou», alerta Guterres, revelando ter recebido «testemunhos arrepiante» de deslocados submetidos a «excessos de violência e graves violações de direitos humanos», incluindo o uso de minas terrestres contra civis e violência sexual. «Isto é inaceitável e deve acabar imediatamente», assevera.

Mais de 500 mil refugiados rohingya fugiram para o vizinho Bangladesh, depois dos ataques de militantes desta minoria a postos de segurança terem desencadeado uma resposta agressiva por parte da forças militares de Myanmar. Estão concentrados em campos sobrelotados e a passar por grandes dificuldades.

«A realidade no terreno exige ação. Uma atuação rápida, para proteger as pessoas, aliviar o sofrimento, prevenir a instabilidade, abordar as causas da situação e delinear, por fim, uma solução duradoura», assinala o líder da ONU, anunciando para o próximo dia 9 de outubro, uma cimeira de doadores para abordar esta crise.
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