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Menos alimentos para refugiados
Texto Juliana Batista | Foto Lusa | 03/10/2017 | 15:09
Agência das Nações Unidas vai reduzir a assistência alimentar às pessoas que se encontram refugiados no Quénia, em consequência da ausência de fundos
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Devido à falta de financiamento, os responsáveis pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) vão começar a reduzir, a partir deste mês, até 30 por cento, a quantidade de alimentos destinados a cerca de 420 mil refugiados que vivem nos campos de Dadaab e Kakuma, no norte do Quénia.

 

Além disso, a agência das Nações Unidas «não fornecerá farinha fortificada à população em geral, uma vez que as restantes reservas estão baixas, e será dada prioridade às grávidas ou às mulheres que estão a amamentar». Na sequência desta medida, os responsáveis pelo PMA alertam para um possível «aumento nos índices de desnutrição».

 

De acordo com Annalisa Conte, diretora do PMA no Quénia, a redução das porções de alimentos são um «último recurso». A responsável, citada pela Rádio ONU, salienta que uma suspensão repentina na assistência alimentar seria «arrasadora» para os refugiados, já que a maioria depende da agência das Nações Unidas para as suas refeições diárias.

 

Annalisa Conte afirma esperar que esta seja uma «medida de curto prazo», enquanto continua o apelo por assistência da comunidade internacional. A responsável realça que a agência precisa «urgentemente» de fundos para prestar assistência alimentar às pessoas refugiadas nos «próximos seis meses». Conte pede que sejam adotadas «todas as medidas necessárias para acabar com os conflitos e criar condições para que os refugiados retornem para as suas casas em segurança».

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