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Taxa de desnutrição alarmante no Mali
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/10/2017 | 07:02
Centenas de milhares de menores estão em risco de sofrer desnutrição severa aguda, o que causa atrasos no crescimento e aumenta as probabilidades de morte, devido à debilidade do sistema imunitário
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A taxa de desnutrição em crianças menores de cinco anos alcançou níveis «alarmantes» nas regiões de Gao e Timbuktu, as mais afetadas pelo conflito no Mali, revela o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O país enfrenta índices de desnutrição preocupantes a nível nacional, mas o número de crianças em perigo nestas duas regiões é muito superior aos limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, para acionar os sistemas de alerta.

«Atrás destas taxas estão as vidas das crianças mais vulneráveis e esquecidas do Mali. Devemos proporcionar tratamentos e assegurar que todas e cada uma delas podem recuperar», afirma a representante da UNICEF no Mali, Lucia Elmi, recordando a importância de investir nos 1.000 primeiros dias de vida das crianças, quer ao nível da alimentação, quer da higiene.

Segundo estimativas da agência, perto de 165 mil menores podem vir a enfrentar a desnutrição severa aguda em 2018, uma condição que provoca atraso no crescimento, desgaste muscular, além de aumentar nove vezes o risco de morte por uma doença causada pela debilidade do sistema imunitário.

O conflito iniciado em 2012 agravou a crise alimentar e nutricional persistente na região e levou ao deslocamento de mais de meio milhão de pessoas dentro e fora do país. Estima-se que 47,2 por cento da população do Mali vive abaixo do limiar da pobreza, sendo que quase quatro milhões de pessoas estão a necessitar de ajuda humanitária.
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