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Portugal
Incêndios: é «impensável que isto aconteça»
Texto J.B. | Foto Lusa | 16/10/2017 | 15:29
«Já estamos em outubro (...) e infelizmente o tempo tem proporcionado a continuação desta calamidade», lamenta o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, manifestando a disponibilidade da Igreja para ajudar as vítimas
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«É preciso agir» face à «calamidade» dos incêndios que deflagram em Portugal, apela Manuel Barbosa, sacerdote e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), lamentando o cenário de destruição, as suas vítimas e demonstrando a sua solidariedade para com todas as pessoas afetadas, bem como a disponibilidade da Igreja Católica para dar o seu contributo para a resolução deste problema.

 

Pelo menos 31 pessoas morreram nos mais de 500 incêndios que deflagraram no domingo, 15 de outubro, segundo balanço oficial. De acordo com a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), domingo foi o pior dia do ano em número de fogos ativos. É «impensável que isto aconteça», disse o porta-voz da CEP. «Já estamos em outubro, as coisas vão correndo e infelizmente o tempo tem proporcionado a continuação desta calamidade, mas não pode ser», referiu o sacerdote, em declarações à agência Ecclesia.

 

Manuel Barbosa faz referência às palavras de Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, nas redes sociais: «Portugal está a arder! Basta de discursos e boas intenções! É imperioso apurar responsabilidades e agir». O religioso demonstra ainda o caso de Manuel Felício, bispo da Guarda: o prelado presidiu a uma Missa na igreja de Vinhó, cercado pelas chamas, e pediu soluções, disponibilizando-se para vigiar o «património».

 

O porta-voz da CEP deu também como exemplo o convento das religiosas e o seminário dos padres de São João Batista, em Gouveia, que se encontraram em risco de arder e que manifestaram uma «atitude de solidariedade, a ajudar e a apoiar as populações». «Apelo a que estes princípios sejam concretizados, levados à prática, apurando responsabilidades, prevenindo, combatendo incêndios e continuando esta onda que tem de ser de solidariedade para com as vítimas que infelizmente continuam a acontecer.»

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