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Crise de fome sem precedentes ameaça população do Iémen
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/11/2017 | 07:03
Se o acesso aéreo, marítimo e terrestre não for reaberto, o responsável da agência das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários teme que o país fique mergulhado numa crise sem precedentes
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O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, alertou o Conselho de Segurança da organização para a crise de fome que ameaça o Iémen, caso não seja reaberto o acesso aéreo, marítimo e terrestre às ajudas humanitárias. «Será a maior fome que o mundo já viu em décadas, com milhões de vítimas», afirmou o responsável.

As operações humanitárias para o Iémen foram bloqueadas, devido ao encerramento dos portos aéreos e marítimos, após a morte de um príncipe saudita e sete outras pessoas na queda de um helicóptero perto da fronteira com a Arábia Saudita, país que lidera a coligação que atua no conflito iemenita.

Para evitar uma tragédia, Lowcock pediu a retomada imediata dos serviços aéreos regulares da ONU e de outros parceiros humanitários para Sanaa e Áden, seguida de uma garantia «clara e imediata» de que não haverá outras interrupções desses serviços.

O responsável referiu ainda um acordo sobre o posicionamento do navio do Programa Alimentar Mundial (PAM), na costa de Áden, com garantias de que as funções que ele apoia não serão mais interrompidas; e a retomada imediata do acesso humanitário e comercial a todos os portos marítimos do Iémen, especialmente para comida, combustível, medicamentos e outros bens essenciais.
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