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Iémen: reservas de combustível estão a acabar
Texto F.P. | Foto Lusa | 14/11/2017 | 07:04
Falta de combustível deixará os hospitais sem eletricidade e os sistemas de tratamento de água ficam sem funcionar. As reservas de vacinas também estão a esgotar-se
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Se o bloqueio imposto pela coligação liderada pela Arábia Saudita se mantiver, dentro de um mês o Iémen fica sem reservas de combustível e de vacinas, o que vai tornar ainda mais difícil a vida de milhões de pessoas, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

«A situação neste momento é terrível porque o Iémen já era um dos países que estava a enfrentar uma crise humanitária das piores que há no mundo. Todos os voos humanitários das Nações Unidas estão cancelados, assim como os dos Médicos sem Fronteiras e da Cruz Vermelha. O nosso pessoal não entrar ou sair do país», afirma o representante da UNICEF no país.

Segundo Meritxell Relaño, se o bloqueio se mantiver, a falta de combustível deixará os hospitais sem eletricidade, os sistemas de tratamento de águas vão ficar sem funcionar e milhares de crianças ficarão sem vacinação. «Se não reabrirem o porto de Al Hudaydah, por onde entra a maior parte da comida, medicamentos e combustível, a situação vai ficar dramática», adiantou.

Após dois anos de guerra civil, há sete milhões de pessoas no Iémen em risco de fome e nos últimos seis meses foram detetados 900 mil casos de cólera. O número de novos casos tem vindo a diminuir, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte que o bloqueio pode reverter este progresso.
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