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Pacto para a migração deve ser firme contra a discriminação
Texto F.P. | Foto Lusa | 04/12/2017 | 17:31
Grupo de relatores independentes de direitos humanos emitiu um comunicado a alertar os países envolvidos nas negociações do acordo global para as migrações que o documento final deve ter uma posição firme contra a discriminação
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Em antecipação ao encontro preparatório sobre um pacto global para a migração, que se iniciou esta segunda-feira, 4 de dezembro, no México, um grupo de especialistas em direitos humanos alertou os representantes dos países envolvidos nas negociações, que os Estados devem deixar claro que os discursos de ódio, violência e estigmas não podem ser tolerados.

Os subscritores do comunicado lembram que é fundamental mostrar que os migrantes e refugiados levam diversidade e enriquecem sociedades, economias e culturas, defendendo, por isso, a definição de reformas políticas, legais e sociais que promovam mais integração e solidariedade.

Para os especialistas, é preciso ter em conta as condições negativas e desumanas que muitos migrantes enfrentam, além das políticas migratórias rígidas, que «não conseguirão parar a migração, mas apenas aumentar o sofrimentos dos migrantes».

Por fim, manifestam preocupação com o risco de tráfico de pessoas nos movimentos de migrantes e sugerem que os centros de detenção de migrantes sejam utilizados apenas como último recurso. Quanto às crianças desacompanhadas, afirmam que «jamais deviam ser detidas».
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