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Travar a degradação ambiental requer cultura
Texto F.P. | Foto Lusa | 05/12/2017 | 10:21
Apostar na qualidade do crescimento é a chave para desenvolver uma produção mais responsável e melhorar a qualidade de vida da população a nível mundial, alerta a agência da ONU para o Meio Ambiente
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A degradação ambiental é responsável pela morte de cerca de 12,6 milhões de pessoas por ano, assim como por uma variedade de problemas de saúde e pela destruição generalizada de ecossistemas vitais, segundo um novo relatório da ONU Meio Ambiente, publicado no âmbito da Assembleia da Nações Unidas dedicada às questões ambientais, que decorre em Nairobi, no Quénia.

O documento revela que a contaminação do ar causa 6,5 milhões de mortes por ano, enquanto a exposição ao chumbo na pintura provoca danos cerebrais a 600 mil crianças anualmente. Mais de 80 por cento das águas residuais do mundo são libertadas ao ar livre sem tratamento, o que danifica os campos de cultivo, os lagos e rios que proporcionam água a 300 milhões de pessoas.

Perante uma ameaça mundial de contaminação, o relatório propõe uma viragem na ação internacional, aconselha a uma ação mais efetiva por parte dos cidadãos e sugere políticas de investimento que fomentem uma produção e consumos mais limpos, assim como mais investigação, inovação e monitorização.

«Apostar na qualidade do crescimento é a chave para melhorar a qualidade de vida. E isso requer uma cultura que apoie a produção responsável e não faça do consumo desenfreado uma aspiração de vida. Necessitamos investir de forma diferente para transformar as nossas economias e atrair o setor privado para apoiar o crescimento limpo», sublinhou Ligia Noronha, diretora da divisão de economia da ONU Meio Ambiente.
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