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Portugal
Figuras dedicadas à Igreja são Património da Humanidade
Texto J.B. | Foto Ana Paula | 07/12/2017 | 10:44
A classificação foi anunciada na Coreia do Sul. A arte dos «Bonecos de Estremoz» tem origem na espiritualidade cristã
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A produção em barro dos «Bonecos de Estremoz», uma arte com mais de três séculos que se acredita ter origem na espiritualidade cristã, foi esta quinta-feira, 7 de dezembro, classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO).

As figuras «tiveram certamente início na necessidade espiritual, ou seja, o povo queria ter em casa os santinhos da sua devoção», lê-se numa comunicação da Câmara Municipal de Estremoz. Mais tarde, da produção dos «santinhos», passou-se à conceção de figuras associadas ao nascimento de Cristo.

A classificação da «Produção de Figurado em Barro de Estremoz», habitualmente identificada como «Bonecos de Estremoz», foi determinada na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que está a decorrer na ilha Jeju (Coreia do Sul), até ao próximo sábado, 9 de dezembro, aponta a agência Lusa.

Os «Bonecos de Estremoz» tornam-se assim no «primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade», devido à candidatura apresentada pelo município local, e que teve como responsável técnico Hugo Guerreiro, diretor do Museu Municipal de Estremoz.

Além da cidade alentejana, as figuras elaboradas manualmente em barro cozido, podem ser observadas na capital portuguesa até dia 7 de janeiro, no Museu Antoniano, onde estão patentes três presépios em barro de Estremoz, dos séculos XVIII, XIX e XX. As peças expostas foram cedidas pelo Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, que preparou a candidatura dos «Bonecos de Estremoz» a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

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