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Fátima
Turismo judaico pode servir para dinamizar o interior
Texto F.P. | Foto F.P. | 10/01/2018 | 15:09
Promoção de destinos com património da herança judaica pode reforçar o mercado do turismo religioso e dinamizar as zonas do interior do país, segundo a secretária de Estado do Turismo
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Depois do crescimento «histórico» do turismo em Portugal em 2017, em particular do turismo religioso, a aposta do setor passa agora por consolidar os números alcançados o ano passado e explorar novos destinos, como a herança judaica no nosso país, que pode servir de alavanca para dinamizar as regiões do interior. O mote foi deixado esta quarta-feira, 10 de janeiro, em Fátima, pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na sessão de apresenção dos resultados do ano do Centenário das Aparições, promovida pela Associação Empresarial Ourém-Fátima.

«O turismo judaico tem crescido nos últimos anos, ainda não tem uma presença tão forte como Fátima, mas tem a capacidade de levar as pessoas pelo território. Grande parte do nosso património da herança judaica encontra-se no interior e interessa-nos muito utilizar esta rede para levar as pessoas a descobrir todo o território», afirmou a governante, adiantando que, em fevereiro, será feita uma ação de promoção nos Estados Unidos da América (EUA) junto da comunidade judaica.

Tal como já tinha sido anunciado, as estimativas, agora mais consolidadas, indicam que em 2017 Fátima atingiu um número recorde de cerca de 1,1 milhão de dormidas, e que a Cova da Iria recebeu a visita de oito milhões de pessoas. «Foi um ano histórico, que permitiu afirmar Fátima como destino turístico de referência e atingir mercados onde não se estava a conseguir chegar, como a Coreia do Sul, Filipinas, Polónia, Itália EUA e Brasil», sublinhou Ana Mendes Godinho.

Associado ao crescimento global do setor a nível nacional (19,4 por cento), o caso de Fátima, sendo «um instrumento de promoção» nos novos mercados, «é também um símbolo de Portugal como um país que constrói pontes, tolerante, ecuménico, aberto ao mundo» e «um sinal político de um país que liga continentes», disse a secretária de Estado do Turismo.
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