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Polícias acusados da tortura e morte de jovens mexicanos
Texto F.P. | 13/01/2018 | 13:14
Vítimas foram detidas numa feira e apareceram mortas num terreno abandonado. Um polícia já foi detido, mas a Amnistia Internacional acredita que há mais agentes envolvidos
A Amnistia Internacional (AI) acusa vários polícias mexicanos de envolvimento no assassinato de dois jovens e em atos de tortura contra outros três, no estado de Guerrero, no México, onde em 2014 desapareceram 43 estudantes. Os jovens torturados apresentaram queixa contra as autoridades, mas não foi aberta nenhuma investigação.

Em comunicado, a AI refere que três das vítimas foram detidas ilegalmente no dia 27 de dezembro último. Três dias depois, foram detidos mais dois jovens, numa feira em Chilpancingo. Os corpos de dois deles apareceram no início deste ano num terreno abandonado e os outros três estarão vivos, mas terão sido levados para Acapulco.

«Permaneceram pelo menos três dias sem acesso a comida, e com receio de serem assassinados. A 3 de janeiro foram levados de novo para Chilpancingo e deixados com vida nas traseiras de um supermercado local, apresentando claros sinais de tortura e envolvidos com fita adesiva no corpo e nos olhos», denunciam os ativistas.

O estado de Guerrero é um dos mais violentos do México, devido à presença dos cartéis de droga. Desde de 2006, altura em que o governo lançou uma polémica operação militar anti-drogas, registaram-se cerca de 200 mil assassinatos e milhares de desaparecimentos, segundo dados oficiais.
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