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Opinião
O regresso de uma geração preparada
Texto Opinião | Daniel Bastos | 16/01/2018 | 10:22
Enquanto os agentes políticos, sociais e económicos não criarem as condições necessárias para fixar o imenso capital humano e o manancial de conhecimento que constituem as jovens gerações portuguesas, Portugal perdurará um país adiado
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A Fundação AEP, uma entidade nacional de utilidade pública que compõe o chamado Grupo AEP - Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria, tem vindo desde há dois anos, a desenvolver um projeto estruturante para o país, designado por «Empreender 2020 – O Regresso de uma Geração Preparada».

Este projeto, que tem como principal objetivo estimular o espírito empreendedor no seio da diáspora portuguesa, com o foco dirigido aos jovens qualificados que nos últimos anos têm deixado o país em busca de um futuro melhor, procura deste modo identificar e fomentar condições para que alguns desses jovens possam regressar a Portugal com o intuito de desenvolverem dinâmicas, incitativas e projetos empreendedores.

Percecionado como um projeto estratégico para o país, que tem emigrados milhares de jovens qualificados, motivados essencialmente por razões profissionais e razões económicas, ainda no decurso do ano passado o governo português robusteceu a iniciativa através do apoio da rede diplomática e cooperação financeira para o retorno destes jovens portugueses.

O interesse e utilidade estratégica do regresso desta geração, comummente designada como a «geração portuguesa mais bem preparada de sempre», estão na base da realização no presente mês, de uma Conferência Internacional, intitulada «Portugal e os Jovens Qualificados da Diáspora», promovida pela Fundação AEP, no âmbito do Empreender 2020, e que pretende ser um espaço de reflexão e debate sobre o potencial dos jovens qualificados que emigraram nos últimos anos.

O volume de iniciativas, e a rede de parcerias e protocolos que têm sido estabelecidos ao longo dos últimos anos em torno do fenómeno da emigração de jovens qualificados são reveladores do impacto deste êxodo no presente e no futuro de Portugal.

De facto, enquanto os agentes políticos, sociais e económicos não criarem as condições necessárias para fixar no território nacional o imenso capital humano e o produtivo manancial de conhecimento que constituem as jovens gerações portuguesas, operando assim uma indispensável transição de paradigma socioeconómico de emigração para imigração, Portugal perdurará um país adiado, sem jovens e sem futuro.
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