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Sudão do Sul
Grupos armados libertam mais de 300 crianças-soldado
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/02/2018 | 07:03
Iniciada primeira fase do projeto para reintegração dos menores nas comunidades do Sudão do Sul. Representantes da ONU esperam que as negociações prossigam para a libertação de mais crianças
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Os grupos armados do Sudão do Sul libertaram esta semana 311 crianças-soldado, ao abrigo da primeira fase de um projeto de reintegração, testemunhada pelo representante especial do secretário-geral da ONU para o país. Na ocasião, David Shearer recordou que «as crianças não devem levar armas e matar-se mas brincar, aprender e divertir-se com amigos, ser protegidas e apreciadas pelos adultos ao seu redor».

Já o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Mahimbo Mdoe, salientou o facto desta ter sido «a maior libertação de crianças-soldado em quase três anos» e alertou para a necessidade de se aprofundar as negociações, para mais libertações.

Até agora foram selecionadas e registadas 700 crianças, para o processo de libertação em várias fases. Deste total, 563 são do Movimento de Libertação Nacional do Sudão do Sul, e 137 associadas ao Exército de Libertação do Povo do Sudão na oposição.

Para o enviado da ONU, é essencial que as crianças recebam o apoio que precisam quando se juntarem às suas comunidades e que sejam recebidas pelos familiares e amigos nos seus lares «sem qualquer sensação de estigma».
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