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Milhares de crianças iraquianas sem acesso à saúde
Texto F.P. | Foto Lusa | 09/02/2018 | 07:02
A violência no país tem destruído hospitais e centros de saúde, deixando a população privada dos cuidados médicos básicos. As crianças são as mais afetadas
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que há cerca de 750 mil crianças, só na cidade de Mossul e arredores, no Iraque, a passar por grandes dificuldades para ter acesso a tratamentos básicos de saúde. Muitas das unidades de prestação de cuidados médicos foram destruídas por três anos de violência intensa.

Segundo Peter Hawkins, representante do UNICEF no Iraque, a situação é «alarmante», pois mais de 60 hospitais ou postos de saúde foram atacados desde a escalada de violência, em 2014, e a escassez de medicamentos é cada vez maior, o que afeta sobretudo «grávidas, recém-nascidos e crianças».

A agência da ONU já reabilitou as alas de pediatria e de nutrição de dois hospitais, em Mossul, fornecendo refrigeradores para armazenar vacinas suficientes para 250 mil crianças. Mas muito há ainda por fazer. Por isso, a Conferência para a Reconstrução do Iraque, organizada pelo Kuwait na próxima semana, é encarada como «uma oportunidade única para que governo e comunidade internacional coloquem as crianças no centro da reconstrução do país».
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