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Especialistas da ONU preocupados com a crise na Venezuela
Texto F.P. | Foto Lusa | 14/02/2018 | 07:02
Relatores pedem ao governo venezuelano que tome medidas urgentes para minimizar as «alarmantes condições de vida» em que está mergulhada a população, por causa da crise política, económica e social
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Um grupo de especialistas independentes da ONU em direitos humanos pediu esta semana ao governo da Venezuela que tome medidas urgentes para minimizar os efeitos da crise que se vive no país e que está a deixar mais de 50 por cento da população em situação de pobreza extrema.

«Milhões de pessoas estão a sofrer com falta de alimentos, de medicamentos essenciais, da carestia de bens de primeira necessidade, com cortes de eletricidade e habitações inadequadas. As condições continuam a piorar de dia para dia, pondo em risco muitas vidas», assinalaram os relatores em comunicado.

Segundo os especialistas, a população venezuelana «está a sofrer múltiplas violações dos seus direitos humanos», estimando-se que mais de 50 por cento das pessoas vive em pobreza extrema e que, em finais do ano passado, uma família necessitava ganhar 63 salários mínimos para adquirir uma cesta básica. Em 2017, a inflação atingiu os 2.400 por cento.

«As estatísticas mostram que a desnutrição afeta já 1,3 milhões de pessoas e que morrem, em média, cinco ou seis crianças por semana, por desnutrição. Além disso, a falta de fármacos e equipamentos médicos nos centros de saúde, está a provocar mortes que se podiam prevenir», lamentou Hital Elver, uma das autoras do documento.
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