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Preocupações ecológias presentes em tradições quaresmais
Texto J.B. | Foto MRSM | 13/02/2018 | 09:21
Os romeiros que percorrem a pé a ilha de São Miguel durante uma semana são aconselhados a deixar como «única pegada» as suas orações
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Cinquenta e dois ranchos, formados por um total de cerca de 2500 homens, deverão percorrer as estradas de São Miguel, a maior ilha do arquipélago dos Açores, entre o primeiro sábado da Quaresma, 17 de fevereiro, e a quinta-feira santa, 29 de março, dando vida às tradicionais «romarias quaresmais», uma iniciativa também integrada por romeiros da diáspora e de Portugal continental.

 

Consigo, os romeiros levarão um «caderno de encargos» proposto por João Lavrador, bispo de Angra. O documento estipula que os romeiros deverão ter em atenção nas suas orações dez intenções: «a santificação dos sacerdotes da diocese, as vocações sacerdotais, consagradas, religiosas e missionárias, as famílias, os jovens; os leigos, os pobres e excluídos, os desempregados, doentes e idosos, o Santo Padre e as crianças e catequistas diocesanos».

 

Por sua vez, os membros do Grupo Coordenador das Romagens pedem aos romeiros, de acordo com o portal informativo ‘Igreja Açores’, que sejam «ecológicos, respeitando a natureza, como obra-prima da criação divina, deixando nos trilhos e caminhos, como única pegada», a oração de cada um.

 

As tradicionais romarias de São Miguel mobilizam centenas de pessoas que facultam meios para a alimentação e dormida dos romeiros, que «percorrem quilómetros e quilómetros a pé durante uma semana, trajando um xaile, lenço, saco para alimentos, bordão e terço, entoando cânticos e rezando». O trajeto levado a cabo pelos ranchos tem sempre o mar à esquerda, e prevê a passagem pelo maior número possível de igrejas e ermidas.

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