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Situação humanitária no Congo «é chocante»
Texto F.P. | Foto Lusa | 09/03/2018 | 10:21
Representante especial da ONU condena os ataques persistentes dos vários grupos armados e milícias, o recrutamento de crianças, as violações e profanações de locais de culto
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A nova representante especial do secretário-geral da ONU para a República Democrática do Congo (RDC), Leila Zerrougui, traçou esta semana um quadro negro da situação humanitária do país, ao discursar pela primeira vez no Conselho de Segurança da organização desde que foi nomeada para o cargo.

Segundo a advogada argelina, a situação na RDC «continua a deteriorar-se e isso traz riscos de instabilidade para muitas partes do país, com ameaças serias à população civil». Entre os vários atos que afetam a estabilidade política e social, destacam-se «os ataques persistentes dos vários grupos armados e milícias, o recrutamento de crianças, a violação de mulheres e meninas, o incendiar de casas e escolas, e a profanação de lugares de culto».

A RDC «continua a enfrentar uma das crises humanitárias mais graves no mundo», com mais de 7,7 milhões de pessoas em situação de grave insegurança alimentar e mais de dois milhões de crianças subnutridas. Neste momento, 4,5 milhões de deslocados precisam de assistência alimentar, sublinhou a responsável

A nível político, Zerrougui destacou os progressos feitos na preparação das eleições presidenciais, que devem acontecer a 23 de dezembro, e legislativas, marcadas para o ano seguinte. O mandato do Presidente Joseph Kabila terminou em dezembro de 2016 e, apesar do seu compromisso em realizar eleições no ano passado, a votação tem sido adiada.
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