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Advogada e médica acolhem venezuelanos no Brasil
Texto F.P. | Foto ACNUR / Reynesson Damasceno | 13/03/2018 | 07:02
As duas brasileiras criaram o movimento «SOS Hermanos» para apoiar os milhares de venezuelanos que fogem do país em busca de proteção, e que se concentram na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima
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Uma é advogada e outra é médica. As duas juntaram-se com um objetivo comum: ajudar os milhares de venezuelanos que fugiram para o Brasil, devido à situação de crise que se vive no seu país de origem. Em finais de 2015 criaram o movimento «SOS Hermanos» e em breve contam ter pronto a funcionar um centro de acolhimento, com capacidade para 40 pessoas, na cidade de Boa Vista, no estado de Roraima.

Ana Lucíola Franco, de 56 anos, e a médica Eugénia Moura, de 60 anos, estão ligadas ao trabalho social desde que eram adolescentes e já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima. Quando começou a aumentar o fluxo de venezuelanos, decidiram montar uma operação de ajuda, que assegura duas a três entregas semanais de alimentos e promove a integração, inclusive laboral.

No âmbito deste trabalho, contam abrir em breve um centro de acolhimento para cerca de 40 pessoas, num edifício na zona central de Boa Vista. O espaço tem cerca de 900 metros quadrados e foi estruturado para receber famílias com crianças, sendo mantido por meio de doações. Segundo Ana Lucíola, o momento não poderia ser mais apropriado já que o período de chuvas se aproxima. «A maioria das pessoas chega com poucas roupas e não está preparada para o frio. Precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para protegê-las e tirá-las das ruas», afirmou aos técnicos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A agência da ONU, de resto, já se associou ao projeto, manifestando-se disponível para ajudar a melhorar as instalações, aumentando o número de quartos e criando uma cozinha multifuncional. Será ainda criado um espaço especial para que as crianças possam brincar com segurança. A gestão do centro será feita pelos refugiados, de forma independente.
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