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Ataques aos rohingya prosseguem em Myanmar
Texto F.P. | Foto A.I. | 12/03/2018 | 15:07
Organização de defesa dos direitos humanos recolheu testemunhos e imagens que documentam a intensificação da presença militar no estado de Rakhine, em Myanmar
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«O que estamos a assistir no estado de Rakhine é uma conquista de terra pelos militares numa escala dramática. Novas bases estão a ser construídas para abrigar as mesmas forças de segurança que cometeram crimes contra os rohingya», afirmou esta segunda-feira, 12 de março, a diretora do departamento de Resposta a Crises da Amnistia Internacional (AI), Tirana Hassan.

No mais recente relatório sobre a situação em Myanmar, a organização de defesa de direitos humanos acusa as forças militares da ex-Birmânia de estarem a arrasar a região de Rakhine, incendiando vilas e aldeias habitadas pelas comunidades rohingya, forçando-as a fugirem para escaparem da limpeza étnica.

De acordo com Tirana Hassan, os militares estão a construir novas estradas, bases militares e outras estruturas nas terras de onde os rohingya se viram forçados a fugir, tornando cada vez mais difícil o regressos dos refugiados. Recorde-se que perto de 700 mil rohingya tiveram que fugir para o vizinho Bangladesh.

O êxodo teve início em meados de agosto do ano passado, na sequência de uma operação militar do exército de Myanmar contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya. O país, de maioria budista, não reconhece a cidadania aos rohingya, muçulmanos, e submete-os há décadas a todo o tipo de discriminações.
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