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Mais de 500 pessoas executadas na Venezuela
Texto F.P. | Foto James Paramecio | 13/03/2018 | 10:21
Ex-procuradora-geral denuncia política de extermínio do governo através de operações policiais. A magistrada está a reunir documentação para apresentar no Tribunal Penal Internacional
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A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, denunciou esta segunda-feira, 12 de março, que o governo de Nicolás Maduro já executou mais de 500 pessoas em rusgas realizadas ao abrigo do programa Operações de Libertação do Povo (OLP). A revelação foi feita em Genebra, na Suíça, durante um fórum sobre a situação do país latino-americano.

«As OLP são uma operação de segurança implementada pelo governo em 2015. Atacam a população sob a política do extermínio. Mais de 500 pessoas foram executadas nas OLP. A polícia, além de executar os cidadãos, semeava provas», afirmou a magistrada, que se afastou de regime porque os seus princípios a levaram a trabalhar «em função dos direitos humanos».

Luísa Ortega Díaz foi destituída do cargo depois de acusar o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela de provocar uma «rutura da ordem constitucional» ao emitir uma sentença em que assumia as funções do Parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, e outra levantando a imunidade dos parlamentares», recorda a agência Lusa.

Nos próximos dias, a magistrada espera entregar ao Tribunal Penal Internacional as provas de um denúncia que fez em 2017, contra o Presidente da Venezuela, pela alegada violação de direitos humanos no país. E documentos sobre o «massacre» de El Junquito, registado no passado dia 18 de janeiro, quando um ex-polícia e piloto de helicóptero foi assassinado, apesar de se ter rendido e pedido para que não disparassem porque havia civis no local.
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